Aqui. Vem.

Michelle Basic Hendry, Yellow Door, 14×18, 2009.

Então chegaste. Tão bom. Estava te esperando. Para te mostrar. Lindeza, viu. Lindeza que está o nosso imaginário. Não, não. Não entra ainda. Calma. Dá-me a mão. É cedo. Passeia um pouquinho comigo. Vês a capa? Pois vai lá, vai. Vai fazer um carinho nas nossas imagens. O rato é tua mão, foi feito no oitavo dia da criação. Isso. Assim. Devagarinho e elas se revelam. Docemente. Sim, o doce mente, mas fazer o quê? Se é amargo o mistério e se ele se desvenda com um clique? Olha para o alto e esquece. Não, não. Não fora da tela. Ali só há o nada. Nada. Acabou-se o real. Só nos resta a caverna. Aqui dentro. Fica comigo aqui dentro. Contempla acima das imagens: escritores e artistas: explora-os. Isso os faz felizes, crê em mim. E alguém me disse: nada teu ficará impune. Talvez. Não me importa. Talvez não me importe. Mas lá embaixo. Isso, a fileira de números. Posts e mais posts. Meses e mais meses. Quase dois anos de imaginário. Meu, teu, nosso. Nós: dana, Álisson, Adriana, Fernanda, João Paulo, Sueli, Tatiana e agora também Isabella e Diana. Vês o nosso corpo? É porque está dentro da revista. Olha e verás. É lá dentro de nós que reside o corpo. Alma é pele e a minha já está tão manchada. Nosso erro tanta exposição ao sol. Nosso erro, todo nosso, coração. Me diz, me ajuda: a tua alma tem rins? A minha daria tudo por um par. Mas ter unidade já me bastava… Não, não foge. Fica, meu bem. Acabou. Acabou. Não falo mais. Calma. Eu sei. Tu, corpo, vem cá! O imaginário é teu. E para tua alma um beijo de boas vindas!, da dana.


Fonte: Site: Imaginário Poético

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