Ribamar + Goulart = Gullar

É esse o pseudônimo de José Ribamar Ferreira, um dos maiores poetas do Brasil.

Onde o mesmo não evitou criatividade nem ao criar seu nome.

"Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome".

Ferreira Gullar, produz cultura desde o final dos anos 40, aos 19 anos já demonstrava seus dotes poéticos, que posteriormente junto a tantos quantos outros importantes autores e conhecidos rostos da nossa sociedade(José Sarney, Bandeira Tribuzi,Lago Burnet...) que fundaram na literatura o pós-modernismo no maranhão.

Agora a parte que eu gosto:

Aqui no blog resolvi criar um post com um de seus conhecidos poemas, que posteriormente foi musicado e vindo a fazer grande sucesso na voz de Fagner era o ano de 1981, e para não sair da rotina Fagner vende milhões, e tendo sido inclusive regrado em posteriores edições gravado com participação de Nara Leão (linda, falecida em 89) e depois em um disco só de participações Fagner e Chico Buarque.
De qualquer forma é o que todos em algum momento buscamos, "traduzir-se".
Chego agora a conclusão da imensidão de 'eus' que sou eu.
Uma parte de mim pode então ser feliz, ao mesmo instante que a outra é triste.

Enfim, tirei suas conclusões:

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?



E então, será arte?

Ouça Fagner e Chico Buarque.



Para aprofundar conhecimentos:

ps: Antes que alguém repare no horário que eu escrevi isso, justifico: É muito cedo para julgar tarde a hora da poesia. Buenas Noches, Fim.

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